The “Page of Doom”

Eu chamei essa página assim porque ela foi um desafio pra mim desde que foi planejada. Tinha obrigatoriamente de ser uma panorâmica pela Marquês de Sapucaí, eterno sambódromo do Rio de Janeiro, lotado em pleno carnaval. Me demandaria muita auto-superação. Afinal esse é meu primeiro trabalho como um real quadrinista. Cenas como essa me permitem ver o “Quarta-feira” como um “épico feito por um principiante”.  Assutador.
rafe
Primeiro que eu tinha que (tentar) inventar fantasias e carros alegóricos, seguir uma lógica… Além da bendita perspectiva arquitetônica que tanto me amedronta(va?), e da quantidade de gente que teria que representar na página. Essa multidão tem uma característica irritante: eles não estão perto o suficiente que permita desenhá-los um a um, nem estão longe o suficiente para que possam ser representados por uma massa uniforme e homogênea, ou seja, sem necessidade de detalhes.
lápis
Não encontrei referências pra desenhar isso. Tive que me virar pra achar uma resolução minimamente satisfatória. Descobri que desenhistas tem PAVOR de desenhar multidões assim, e eu os compreendo plenamente.  O mais próximo do que eu precisava foi o Brian Hitch, que, pelas suas páginas, não deve ter lá muita vida social.
nada mal... O_o

Bryan Hitch e sua mão incansável.

O outro foi o Geof Darrow, mas… esse eu passo. Juro. É simplesmente impossível.
Geof Darrow

Geof Darrow, sempre bizarro e megalomaníaco. Ele é lindo.

Tive que encarar. Meu maior inimigo sou eu mesmo. Pra mim, desenhar personagem sempre foi relativamente fácil. É natural
comunicar com rapidez um sentimento por um personagem, comunicar com poucos traços. Mas cenário pra mim sempre foi uma luta, e com figurantes então… Foi necessário aprender a aproveitar a viagem que é desenhar tudo isso. Lembro das palavras do Octávio quando mostrei um desenho: “Esse personagem é fantástico, os óculos são fantásticos, mas e a gravata? Quando a gravata for fantástica, acho você chegou lá.”
arte-final
É o ambiente e seus pequenos elementos. Eles também contam a história, e em alguns momentos são tão importantes quanto o personagem, às vezes mais. Essa página só funcionaria com muitas gravatas. Espero que tenha funcionado.

Bem feitz! Quem mandou não estudazis?

Eduardo Moscovis

Não tem o Silver Surfer? Esse é o Selva Surfer! ahahahahah... (Assinado: Annoying Orange)

É de conhecimento geral que eu ainda não publiquei nada… digamos… artisticamente passível de orgulho (afe… de onde tirei isso?).
Meu trabalho como ilustrador e quadrinista se resume a atender um cliente e suas expectativas e necessidades. Tenho liberdade até chegar nas limitações impostas pelos detalhes técnicos e institucionais, barreiras burocráticas e éticas, políticas de empresa, prazos e retrabalhos, concessões a leigos… etc. Ou seja, pouquíssima liberdade.
No “Quarta-Feira”, eu decidi que faria do jeito mais difícil possível. Estudando, pesquisando, treinando… Enfim, mergulhando pra fazer o meu melhor.
Fato é que a experiência mostra que você nunca estuda o suficiente. Você sempre descobre coisas que deveria ter estudado antes de começar, ainda mais pra mim como auto-didata.
O tempo também nunca é suficiente pra que as coisas sejam feitas como você quer. Pra fazer do jeito mais difícil o preço pago foi muito, muito tempo investido para descobrir e aprender o que eu precisava e não tinha: mais conhecimento, mais técnica, mais referências…
As recompensas são pespectiva de crescimento (porque é estudando que você cresce, lembra que tem muito o que crescer, e aprende a direção que deve/quer crescer); um resultado satisfatório pra um marinheiro de primeira viagem (tecnicamente…), um contentamento enorme por ver os resultados de seu próprio esforço no papel, e, claro, os comentários de quem gosta, entende, ou melhor: ambos!

Aqui, alguns estudos que fiz vendo Tarzan da Disney. As cenas dele adulto são um intenso estudo de anatomia e dinâmica corporal, já que os desenhos são concebidos por uma lenda da animação: Glen Keane, apoiado por uma horda de gauleses! Digo… franceses!

Espero que tenha gostado!

Até quarta que vem!

A Turma da Pilantragem!

É nozes! Desenho tosquinho, mas foi o primeiro da galera e talz...

…A galera do mal! A plebe rude! Os mano maluco da turma do porca-solta! O bonde dos truta sinixtro, sacô?!

Ad infinituns depois, apresento os personagens da trama de “Pra Tudo se Acabar na Quarta-Feira” (que doravante será chamado carinhosamente apenas de “Quarta-Feira”) que formam o bando do Guido, nosso protagonista. O cara é mau, minha gente. Mastiga abelha mermo, mas de um jeito sagaz. Mestre das estratégias, alto Q.I, treina seus comparsas com técnicas militares. Por essa e outras que seu bando atira melhor que o Mané Galinha (aka Seu Jorge).

Guido

Guido não é tão grande... mas sabe usar o que tem.

Vai encarar?

Ele tá gritando "Dungaaa... Escala o Fenômeno, seu #$%*@!"

O traficante mais poser, desde Fernandinho Beiramar.

Cláudio é um Guido-wannabe. O cara mais sinistro, depois do Guido.  É o braço direito do Guido. O pau-mandado mais eficiente que uma facção militar poderia querer.

Guido é tipo Hóquei no gelo, enquanto Cláudio é tipo Curling. Só que mau, tá ligado? Muito mau...

Marquinhos Preto é tipo um Pitbull não tão adestrado. Quase um Wolverine esfomeado na coleira. É o cara que se você pisar no pé dele, não pisará no pé de mais ninguém, porque você tomará mais cuidado ao guiar a cadeira de rodas. Só quando Guido aponta o dedo na cara dele que ele abaixa a bola.

Dadinho é o c@r*lh*!

Mumunha também é mau, mas se diverte em serviço. Sempre à vontade, mas sempre pronto para o batente. Soldado fiel e eficiente, deixa o ambiente de trabalho (a boca?) mais leve.

Eu não estudei muito o Mumunha porque a galera tava me zoando que ele é meu auto-retrato. Só que mais magro…

Se fosse mesmo meu avatar, o desenharia mais simpático. Mais ousado... Mais criativo...

That’s all, folks! Até Quarta que vem!!!

O Bonde já está andando!…

…Mas esse post foi feito pra você sentar na janela!

A produção da HQ “Para Tudo se Acabar na Quarta-Feira” já está rolando a algum tempinho, e tem bastante coisas legais para serem mostradas. Portanto pretendo fazer um ou dois posts extras, aos sábados, pra adiantar o conhecimento sobre a HQ a quem se interesse. O conteúdos desses posts não será de estudos, mas algumas páginas, suas fases de produção e eventuais pormenores que sejam interessantes.

Bom, a HQ começa com um prólogo, no mínimo, instigante. São cinco páginas que já estão arte-finalizadas. Vou mostrar algumas coisa pra tentar botar a pulga na orelha de quem estiver ligado. Só tentar.  ;^)

rough pg3

Uma faz tchan...

Pencil pg3

Outra faz tchum...

Inks pg3

..e TCHAN TCHAN TCHAN TCHAAAAN!

Em “Para Tudo se Acabar na Quarta-Feira”, acompanhamos um episódio fundamental da vida de Guido, um chefe do tráfico dos morros cariocas, em rápida ascensão, devido a sua competência como líder e supremacia como estrategista. Guido é um personagem importante no universo de Intempol, e aqui mostramos sua origem e como ele entra na guerra entre as grandes facções temporais: a Intempol (os “mocinhos”) e Meggido (os “caras maus”). Imagine uma mistura de “De Volta para o Futuro” com “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”. Adicione interações multidimensionais (por Cthulu!) e efeitos temporais bizarros. Por fim, acrescente Carnaval à vontade, e você poderá ter alguma noção do que é essa história em quadrinhos. Nada mal, hein?

rough pg4

Bifidi...

Pencil pg4

...Bófodi...

Inks pg4

...BOOM! Ou BLAAM, se preferir... Whatever...

Há um teaser que foi feito para um evento de Ficção Científica onde o Octávio Aragão deu uma palestra.

“Para Tudo se Acabar na quarta Feira” também foi publicado em portugal no formato de conto. Mais informações aqui.

Até quarta-feira!

Tudo se Acaba na Quarta Feira…

Olê, olê! Olê, Olá!

Em homenagem ao carnaval, apresentando o Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Olha só! É quarta-feira de cinzas!

Eu ia começar falando do nosso protagonista, mas hoje é um dia especial para esta HQ! Como indica o título, tudo aqui gira em torno do carnaval!

A Sapucaí também é um personagem importante, e vários estudos foram feitos para representá-la satisfatoriamente. Pobre ilustrador! Nunca curtiu o suntuoso carnaval carioca, mas teve que ter samba no pé (opa, nas mãos?) pra se virar e pesquisar tudo que se refere a essa carnal e querida festança brasileira! Seguem alguns estudos!

Prácutum! Telecoteco!

Olha a cobra! Ah... desculpe, festa errada.

Detalhe que a Sapucaí está devidamente pesquisada, documentada e esboçada, mas ainda não finalizada. Ela aparece na história justamente em um dos grandes clímax (sim! há vários!) da nossa história! Portanto, será desenhada no momento certo. Afinal, na passarela ninguém pode fazer feio! Nem o desenhista!

Insira uma global aqui.

Inspirada na Thaís araújo. Falta bunda?

Aviso: Este quadrinista não se incomoda com a quantidade de tapa-sexos que teve que desenhar. Isso é cultura, gente!

E viva o carnaval!

Fazendo as coisas direito

Guido
Primeiro desenho do nosso protagonista.

 Olá a todos!

Estamos aqui inaugurando o diário de produção da HQ “Para Tudo se Acabar na Quarta-Feira”, com roteiro de Octavio Aragão, adaptação e ilustrações de Manoel Ricardo, este humilde ruivo que vos bloga.

Bom, em meio a trabalhos e estudos, decidi criar um blog para, quiçá, receber retorno positivo de público, para nos sentirmos reconfortados nessa jornada árdua que é produzir quadrinhos nesse nosso Brasilzão, né não, minha gente? Consultando o mestre Octavio, recebi sinal verde e um tapinha nas costas, portanto aqui começam as atualizações (sempre às Quartas-feiras, obviamente) com esboços, estudos, testes, pormenores da arte original… e, possivelmente (levando em conta a liberalidade e entusiasmo do roteirista e idealizador) páginas completas.

O tempo é cruel, então prostemo-nos a produzir!

Abraços!